Operação Narco Fluxo revelou um esquema bilionário de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico de drogas e ao PCC — e as redes sociais dos artistas ajudaram a polícia a localizá-los
A festa acabou de um jeito que ninguém esperava
Na manhã desta quarta-feira, 15 de abril de 2026, o Brasil acordou com uma notícia que sacudiu o mundo do funk — e foi além dele.
A Polícia Federal prendeu os MCs Ryan SP e Poze do Rodo durante a chamada “Operação Narco Fluxo”, uma megaoperação contra um esquema de lavagem de dinheiro. Mas o CNN Brasil detalhe que ninguém esperava? Os próprios posts nas redes sociais dos artistas teriam facilitado a ação da polícia, que mudou a rota após verificar a localização dos investigados em tempo real.
Enquanto Metrópoles publicavam stories de festa, a PF já estava a caminho.

O que é a Operação Narco Fluxo?
A ação, batizada de Narco Fluxo, apura um esquema bilionário de lavagem de dinheiro que teria movimentado mais de R$ 1,6 bilhão em apenas dois anos. (Como apurado pela CNN Brasil)
A operação não foi improvisada. Ela é um desdobramento da Operação Narco Bet e tem como foco uma organização criminosa que utilizava o setor de entretenimento e a indústria musical para ocultar a origem ilícita de recursos provenientes do tráfico de drogas, apostas ilegais e rifas digitais.
Em outras palavras: a fama era usada como escudo.
A ofensiva contou com o apoio da Polícia Militar de São Paulo e ocorreu simultaneamente em nove estados e no Distrito Federal. Ao todo, mais de 200 policiais federais participaram da operação, cumprindo 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária. Metrópoles
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A cena da prisão é de roteiro de filme.
O cantor Ryan Santana dos Santos foi surpreendido na manhã de quarta em uma residência em Maresias, no litoral paulista, onde havia passado a noite festejando com amigos e publicando registros do encontro.
Enquanto Poze do Rodo foi preso em casa, no Recreio dos Bandeirantes, zona sudoeste do Rio de Janeiro.
A prisão de Marlon Brendon Coelho Couto Silva, o Poze do Rodo, ocorre no contexto de uma investigação mais ampla que apura a movimentação de recursos de origem suspeita, incluindo operações financeiras de alto valor, circulação de dinheiro em espécie e até transações com criptoativos.
Além dos dois funkeiros, Raphael Sousa Oliveira, dono da página Choquei — que conta com 27 milhões de seguidores — também foi preso na operação.
Após prestar depoimento à PF, em que declarou faturar de forma lícita R$ 400 mil por mês com a página e negar qualquer irregularidade, ficou decidido que ele seria transferido para um presídio na capital goiana.
O esquema por dentro: como funcionava a lavagem?
Segundo a PF, três mecanismos principais eram usados: (Conforme Revista Fórum),
Pulverização — venda de ingressos e produtos sem lastro econômico comprovado.
Dissimulação — uso de criptoativos e dinheiro em espécie para dificultar o rastreamento.
Interposição de terceiros — uso de laranjas e “aluguel de CPFs” para ocultar o patrimônio real.
Durante as diligências, foram apreendidos veículos de luxo, armas, joias, relógios, dinheiro em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos. Apenas os carros recolhidos — incluindo modelos como Amarok V6, BMW X1 e Porsche — somam cerca de R$ 20 milhões.
A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 2,2 bilhões em bens de 77 alvos da PF, entre empresas e pessoas físicas.
Os investigados podem responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. A investigação segue em andamento e novas fases da operação não estão descartadas.
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